Investe em Tesouro Direto? Saiba como fazer a declaração no IR 2025 se nada mudar

Tem mais de R$ 140 investidos em títulos públicos? Então você precisa declarar o investimento. Confira como era a regra no ano passado.

Quem possui mais de R$ 140 investidos no Tesouro Direto precisa declarar essa aplicação no Imposto de Renda 2025. Ao realizar a declaração do IRPF 2025, o investidor deverá informar à Receita Federal tanto o saldo dos investimentos em títulos públicos quanto eventuais rendimentos no período.

Seu maior aliado nessa tarefa é o informe de rendimentos fornecido pelo banco ou corretora que faz a custódia dos seus títulos. O documento traz as informações detalhadas sobre seu investimento que devem ser inseridas na declaração do Imposto de Renda.

Receita ainda não divulgou regras de 2025
Vale ressaltar que as regras definitivas para o Imposto de Renda das pessoas físicas só serão divulgadas na primeira quinzena de março, de acordo com a própria Receita Federal. A expectativa é que o prazo de declaração do IRPF 2025 se inicie no dia 17 de março, que é uma segunda-feira. A informação é importante pois normalmente há ajustes nessas regras. Fique atento então às mudanças a partir de março.

As informações abaixo foram coletadas durante o período de declaração do IR do ano passado.

Como declarar Tesouro Direto no Imposto de Renda

  • Acesse a ficha “Bens e Direitos” e depois selecione o grupo 4 – ‘Aplicações e investimentos’
  • Digite o código 02, que trata de ‘Títulos públicos e privados sujeitos à tributação’.
  • Depois você começa a detalhar o seu investimento. Em ‘Localização (país)’ você vai informar o código 105, que se refere ao Brasil.
  • Identifique o emissor, registrando o CNPJ do banco ou corretora que emitiu o informe de rendimentos. Essa informação consta no mesmo documento.
  • Em ‘Discriminação’ você vai descrever o seu investimento, quais os títulos que você possui e a quantidade.
  • Informe o saldo de todas as suas aplicações, e as de seus dependentes, nos dois campos. Um com a situação em 31/12/2023 e outro com a situação em 31/12/2024.

    No campo ‘Discriminação’, o ideal é que você detalhe cada título que possui na carteira. É a alternativa mais segura para evitar problemas na declaração. Contudo, você também pode simplesmente escrever algo como ‘aplicações em títulos de Tesouro Direto’ que não estará infringindo as regras.

    Atenção: se você investe em títulos públicos por mais de um banco ou corretora para investir no Tesouro Direto, informe os CNPJs e os títulos que possui em cada uma das instituições. Nos campos ‘Situação em 31/12/2023’ e ‘”‘Situação em 31/12/2024’ preencha a soma dos investimentos em títulos públicos nas respectivas datas.

    Como declarar os rendimentos do Tesouro Direto

    O próximo passo é declarar os eventuais rendimentos que você tenha tido no Tesouro Direto ao longo do ano. A tributação dos investimentos em títulos públicos ocorre direto na fonte, no momento do saque ou vencimento. Portanto, a declaração tem o objetivo de informação à Receita. E não para a realização de nova cobrança.

    Os rendimentos acontecem em caso de vencimento do título público, venda antecipada ou no pagamento de cupons de juros semestrais. Confira o passo a passo conforme a declaração do ano passado.

    1. Abra a ficha ‘Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva/definitiva’.
    2. Insira o código 6, que direciona para a aba ‘Rendimentos de aplicações financeiras’.
    3. Informe o beneficiário, se foi o titular ou um eventual dependente.
    4. Registre o nome e o CNPJ da fonte pagadora.
    5. Complete o preenchimento com o valor do rendimento.
    6. Especifique os ativos que geraram aquele rendimento.

    E se eu não declarar Tesouro Direto no Imposto de Renda?

    A conferência das declarações de Imposto de Renda é feita principalmente a partir do cruzamento de dados. O banco ou corretora que faz a custódia dos seus títulos reporta à Receita Federal as mesmas movimentações que constam no seu informe de rendimentos.

    Portanto, caso você não faça a declaração, haverá uma diferença entre o que você relatou e o que a instituição informou a respeito dos seus investimentos. Dessa maneira, se a Receita Federal identificar esse erro sua declaração pode cair na malha fina e você ter de realizar ajustes.

    Leia a seguir