Aprovar isenção maior do Imposto de Renda está entre as prioridades de Haddad para 2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entregou nesta quarta-feira ao novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), uma relação com 25 projetos prioritários para o governo. Dos quais 15 ainda dependem de alguma tramitação no Congresso.
A expectativa é de que as matérias sejam votadas nos próximos dois anos. Mas o desejo é de que as deliberações aconteçam ainda em 2025.
Em declaração feita após a reunião com o presidente da Câmara, Haddad afagou Motta, classificando-o como “líder extraordinário”.
Também destacou a sua boa relação com líderes partidários nos últimos dois anos, citando nominalmente os deputados Isnaldo Bulhões (MDB-AL), Antonio Brito (PSD-BA) e Doutor Luizinho (PP-RJ). O ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) ficou de fora.
Faixa de isenção do IR maior
Então, o ministro disse que entre os projetos prioritários está, naturalmente, a ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil. Também citou os ajustes na Nova Lei de Falências e o projeto do devedor contumaz.
Sobre a isenção do IR, Haddad voltou a dizer que o debate sobre as compensações da renúncia tributária será fundamental para o avanço da matéria no Congresso.
Haddad disse que o desenho da compensação pretendida já está pronto. Contudo, ainda não pode ser anunciado.
Motta aproveitou sua fala para citar Lira como um dos grandes responsáveis pelo avanço de pautas econômicas do governo nos últimos dois anos. E disse que a lealdade do Congresso é com o avanço do Brasil, e não com a agenda do governo.
Haddad ironiza suposto enfraquecimento
Após se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes partidários da Casa, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), rebateu os comentários de que seria derrotado internamente no governo e questionou qual ministro aprovou 32 projetos relevantes no Congresso nos últimos dois anos.
“Sou muito grato ao deputado Hugo Motta. Nós votamos 32 leis aqui [no Congresso]. Qual foi o ministro que aprovou leis aqui?”, ironizou Haddad a jornalistas ao sair da Câmara.
Motta afirmou, em entrevista à Globonews, que o chefe da equipe econômica tem se esforçado para fazer um bom trabalho. Porém, ponderou que ele tem perdido as discussões internas e a tomada de decisão final sobre as pautas econômicas que defende.
“Me parece no assunto do corte de gastos que foi anunciado final do ano e acabou trazendo uma repercussão muito negativa. O ministro tinha um outro posicionamento mas outros integrantes do governo acabaram ponderando e o presidente decidiu de uma forma que o ministro não conseguiu implementar 100% do seu posicionamento”, pontuou Motta.
Os reveses de Haddad contra outros integrantes do governo, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), tem sido frequentes. Assim, já viraram assunto nas rodas de conversa de parlamentares do Centrão.
Apesar disso, Motta tem relação boa com Haddad, tem demonstrado alinhamento com o que pensa o chefe da equipe econômica e indicado que a cúpula do Congresso atuará para fortalecer o ministro e para que medidas econômicas necessárias, defendidas por Haddad e que enfrenta resistência dentro da Esplanada, sejam encaminhadas ao Legislativo.
Com informações do Valor Econômico
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