Bolsas da Europa fecham em alta com foco em balanços e PIB da China
Escritório Nacional de Estatísticas divulgou o PIB do gigante asiático: avanço de 4,5% no primeiro trimestre, acima dos 4% esperados
As bolsas europeias encerraram o pregão desta terça-feira com ganhos, puxados pelo forte crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China no primeiro trimestre, que melhora a perspectiva pela demanda do gigante asiático pela produção de bens e serviços na Europa. Além disso, investidores avaliam os resultados corporativos que movimentam a temporada de balanços do primeiro trimestre.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,38%, a 468,62 pontos. Na bolsa de Frankfurt, o DAX subiu 0,59%, a 15.882,67 pontos, e o parisiense CAC 40 avançou 0,47%, a 7.533,63 pontos.
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Em Londres, o FTSE 100 teve alta um pouco menor, de 0,38%, a 7.909,44 pontos. O movimento foi puxado por ações de mineradoras, como a Polymetal International (+6,76%) e Anglo American (+3,26%), após dados de atividade fortes da China.
PIB da China
Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas divulgou na noite de ontem, o PIB do gigante asiático avançou 4,5% no primeiro trimestre de 2023 na comparação anual – acima dos 4% esperados – e 2,2% ante o trimestre anterior. Já as vendas no varejo mostraram alta anual de 10,6% em março e a produção industrial aumentou 3,9% no mesmo período.
Balanços corporativos
Na seara corporativa, a Ericsson tombou 8,59% na bolsa de Estocolmo após um balanço que desagradou investidores ao apresentar queda no lucro e na receita nos três primeiros meses de 2023.
Já a britânica EasyJet subiu 1,60% em Londres. A companhia aérea de baixo custo reduziu suas perdas para o período em relação ao ano passado e afirmou que o lucro do primeiro semestre deve superar as expectativas.
Os economistas Claus Vistesen e Melanie Debono, da Pantheon Macroeconomics, esperam uma temporada de balanços fraca na zona do euro e recomendam cautela a investidores, apesar da resiliência econômica recente frente à alta de juros do Banco Central Europeu (BCE).
“O forte crescimento nominal do PIB global está apoiando os balanços e preços de ações na zona do euro. Mas ainda achamos que os lucros das empresas cairão até o final do ano, pesando no desempenho [das ações]”, projetam Vistesen e Debono, em relatório a clientes. Os analistas consideram que padrões mais rígidos de crédito e crescimento mais lento das economias – em especial uma possível recessão nos EUA – devem provocar uma queda nos preços de ações ao longo da segunda metade do ano.