Qualidade, segurança e gatilho de crescimento: mercado se derrete pela Embraer (EMBR3) após pedido recorde

Empresas citadas na reportagem:
As ações da Embraer (EMBR3) disparavam e figuravam entre as maiores altas do Ibovespa no pregão desta quarta-feira (5). Mais cedo, a fabricante anunciou acordo para vender 182 jatos executivos à empresa americana Flexjet por US$ 7 bilhões.
O pacote compreende uma frota que inclui os modelos Praetor 600, Praetor 500 e Phenom 300E. Bem como um abrangente pacote de serviços e suporte.
Há, ainda, uma opção de compra que a Flexjet pode exercer para 30 aeronaves adicionais.
Encomenda recorde da Embraer
Este é o maior pedido feito pela Flexjet, que dobrará o tamanho de sua frota nos próximos cinco anos. Ao mesmo também, também é o maior pedido firme para jatos executivos da Embraer.
“A Flexjet reafirma seu compromisso de longa data como primeiro cliente frotista dos jatos Praetor da Embraer e agora introduz a nova geração do modelo Phenom 300E em seu crescente portfólio global”, diz a companhia.
A parceria entre a Embraer e a Flexjet teve início em 2003, quando a Flight Options, empresa que passou a fazer parte da Flexjet em 2015, se tornou a primeira empresa de propriedade compartilhada a introduzir o jato Legacy em sua frota.
Aviões da Embraer: qualidade e segurança
Então, o pedido de US$ 7 bilhões de jatos executivos que a Embraer recebeu da Flexjet é um grande voto de confiança na companhia. Isso em termos da qualidade dos seus produtos e na segurança de suas operações, diz o Citi.
Os analistas Stephen Trent, Filipe Nielsen e André Mazini escrevem que mesmo que o pedido tenha algum desconto no valor por ser de grande volume, expande consideravelmente a carteira de pedidos da Embraer.
O banco destaca que o valor do pedido equivale ao valor de mercado da Embraer. E inclui tanto jatos executivos de tamanho médio Praetor quanto jatos menores Phenom. Com a maior parte sendo de pedido firme.
Dessa forma, o Citi tem recomendação de compra para Embraer. Com preço-alvo de US$ 48 para os recibos de ação (ADRs) negociados na Bolsa de Nova York (Nyse).
EMBR3: bom momento operacional
Para a XP, o acordo de US$ 7 bilhões que a Embraer assinou com a FlexJet para venda de 132 jatos executivos reforça o bom momento operacional da companhia. Assim como corrobora as perspectivas de entrega de longo prazo após a atual expansão da capacidade.
Os analistas Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes escrevem que a adição de US$ 7 bilhões à carteira de pedidos garante visibilidade de receitas para os próximos cinco anos.
“Embora mantenhamos nossas estimativas inalteradas, acreditamos que tal pedido não apenas garante uma visibilidade mais longa das receitas. Mas também reduz o risco de de crescimento de entrega nos próximos anos”, comenta a corretora.
Por fim, a XP tem recomendação neutra para as ações da Embraer, com preço-alvo em R$ 54.
Gatilho de crescimento
Já o Itaú BBA avalia que o inesperado acordo de US$ 7 bilhões que a Embraer anunciou com a Flexjet confirma que a unidade de aviação executiva da companhia é um dos seus principais gatilhos de crescimento neste ano.
Os analistas Daniel Gasparete, Gabriel Rezende e Pedro Tineo escrevem que o pedido de 132 jatos valida o bom momento operacional da Embraer, praticamente dobrando sua carteira de pedidos.
O banco calcula que o pedido irá sustentar o crescimento do Ebitda da companhia em pelo menos 10% ao ano até 2028, o que cria potencial de alta nas estimativas para os retornos das ações.
O Itaú BBA tem recomendação de compra para Embraer, com preço-alvo de US$ 51 para os recibos de ação (ADRs) negociados na Bolsa de Nova York (Nyse).
Com informações do Valor Econômico
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