Inundações atingem um terço das agências do BB (BBAS3) no RS; banco eleva provisões para agronegócio

Rio Grande do Sul responde por 6% da carteira do BB no agronegócio e por 4% dos empréstimos totais do banco

Presidente-executiva do Banco do Brasil Tarciana Medeiros. Foto: Nilton Fukuda/Divulgação
Presidente-executiva do Banco do Brasil Tarciana Medeiros. Foto: Nilton Fukuda/Divulgação

As inundações que atingem o Rio Grande do Sul há quase duas semanas afetaram cerca de um terço das 350 agências do BB (BBAS3) no estado, divulgou o banco nesta quinta-feira (9).

Adicionalmente, a instituição indicou que está elevando provisões para perdas esperadas com inadimplência da região.

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O Rio Grande do Sul responde por 6% da carteira do Banco do Brasil (BBAS3) no agronegócio e por 4% dos empréstimos totais do banco.

Segundo a presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, o foco da instituição financeira no momento é apoiar funcionários e clientes.

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Nesse sentido, o grupo anunciou doação de R$ 50 milhões para apoiar clientes atingidos pelas cheias no estado.

Simultaneamente, o BB (BBAS3) afirmou que está reforçando provisões para perdas regionais esperadas, especialmente no agronegócio.

Não há, até o momento, estimativas do BB (BBAS3) quanto à dimensão das perdas provocadas pelas chuvas na produção agrícola gaúcha.

BB (BBAS3) mantém previsões para 2024

Embora algumas linhas do balanço do Banco do Brasil (BBAS3) no primeiro trimestre tenham vindo fora das indicações previstas para 2024, o banco reafirmou suas estimativas.

De um lado, a margem financeira bruta cresceu 21,6% ano a ano, ante indicação de 7% a 11% de expansão.

De outro, a provisão para perdas esperadas com calotes, de R$ 8,5 bilhões no trimestre, aponta para um total de R$ 34 bilhões.

A previsão do BB para esta linha é de R$ 27 bilhões a R$ 30 bilhões no acumulado do ano.

Por fim, as receitas com tarifas e serviços, que cresceram 2,6% ano a ano, ficaram também abaixo da faixa de 4% a 8% para o ano.

De acordo com o vice-presidente de finanças e relações com investidores do BB, Marco Geovanne Tobias, a gestão confia que atingirá as metas traçadas.

BB mantém plano de pagar 45% do lucro aos acionistas

Dessa forma, mesmo com o aumento das provisões para perdas esperadas, a distribuição de remuneração aos acionistas não muda.

“O payout de 45% é o adequado”, disse Tobias, referindo-se ao percentual do lucro aos acionistas.

Em fevereiro, o conselho de administração do Banco do Brasil (BBAS3) aprovou elevar o chamado payout de 40% para 45% em 2024.

Na noite de quarta-feira, o BB anunciou que teve lucro líquido de R$ 9,3 bilhões no primeiro trimestre.

Separadamente, o banco revelou que pagará em junho cerca de R$ 2,6 bilhões em remuneração a acionistas referentes ao período.

Lula ‘tira’ CEO do BB da coletiva de resultados

Durante a apresentação dos resultados trimestrais, Tarciana foi interrompida por um telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Momentos depois, a executiva disse que Lula a questionou por não estar em Brasília, uma vez que o governo anunciará um pacote de ajuda às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

“Eu disse que não fui porque estava aqui com vocês”, disse ela, ao voltar à reunião.

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