Mercado ‘se preocupa excessivamente’ com defasagem de preços da Petrobras, diz Itaú BBA

Ao mesmo tempo, o banco destaca que a atualização recente no preço do diesel reforça a autonomia da companhia

Empresas citadas na reportagem:

O Itaú BBA acredita que o mercado deveria reconsiderar a abordagem usual de classificar a diferença do preço internacional dos valores domésticos como um sinal de alerta para a governança da Petrobras (PETR4).

Apesar do contexto em torno da exposição da Petrobras aos mercados internacionais ter mudado “significativamente” na última década, o mercado estaria “se preocupando excessivamente com os preços domésticos de combustíveis”, afirmaram os analistas Monique Natal, Eric de Mello e Bruna Amorim, em relatório.

O banco explica que, nos últimos anos, a companhia foi capaz de reduzir a importação de diesel e gasolina. Ao mesmo tempo em que o aumento da sua produção de óleo elevou a exposição das suas receitas aos preços internacionais.

Isso significa que o aumento das receitas relacionadas à exportação de petróleo compensa os gastos mais elevados da importação de commodities. Visto que esse volume tende a ser menor, explica o banco.

Além disso, nos últimos dois anos, a política de preços da Petrobras não se baseou apenas na paridade de importação, visto que a empresa passou a tomar decisões de forma integrada e não focada em operações separadamente.

“Essa abordagem integrada permite que a companhia possa manter ou aumentar as importações de combustível quando precisar para compensar alguma restrição operacional e honrar com contratos com distribuidoras. Mesmo quando os preços domésticos estão descontados em relação à paridade de preços de importação”, dizem os analistas.

Ainda assim, o banco destaca que a atualização recente no preço do diesel reforça a autonomia da companhia.

O Itaú BBA mantém a sua recomendação de compra sobre as ações preferenciais da Petrobras. O banco tem preço-alvo de R$ 49 para os papéis PETR4.

Com informações do Valor Econômico

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