TIM (TIMS3) projeta pagar até R$ 14 bilhões em proventos entre 2025 e 2027

Lucro da operadora cresceu quase 20% no 4º trimestre, para pouco mais de R$ 1 bilhão

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A TIM Brasil (TIMS3) atualizou nesta segunda-feira (10) suas projeções financeiras de curto e médio prazo, com uma estimativa de expansão do fluxo de caixa operacional (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, incluindo custos de arrendamento, menos investimento) entre 14% e 16% para este ano.

E de 11% a 14% para o período de 2024 a 2027, levando-se em consideração a taxa de crescimento anual composta (CAGR, na sigla em inglês).

O cálculo se baseia em números normalizados e o investimento “exclui a renovação de terceira licença e novos leilões”, esclareceu a empresa.

A companhia, que divulgou seus resultados financeiros para o quarto trimestre, prevê uma remuneração aos acionistas (dividendos mais juros sobre capital próprio) entre R$ 3,9 bilhões e R$ 4,1 bilhões para 2025.

Para o intervalo entre 2025 e 2027, a estimativa é de que sejam pagos de R$ 13,5 bilhões a R$ 14 bilhões aos acionistas. O pagamento desses proventos está sujeito ao desempenho do negócio e a deliberação do conselho de administração e de assembleia geral de acionistas (AGC).

Os investimentos nominais, tanto no curto como no médio prazo, devem ficar entre R$ 4,4 bilhões e R$ 4,6 bilhões. O Ebitda normalizado, pelas projeções da TIM, deve crescer entre 6% e 8% este ano, mesmo ritmo (CAGR) previsto para o período de 2024 a 2027.

A receita de serviços, por sua vez, deve aumentar aproximadamente 5% em 2025, na comparação com o ano anterior. E cerca de 5% ao longo do intervalo de 2024 a 2027, considerando-se a taxa de crescimento anual composta.

Por dentro do lucro da TIM

Então, a TIM Brasil lucrou R$ 1,05 bilhão no quarto trimestre do ano passado, um incremento de 17,1% em relação ao mesmo período de 2023. Com uma base móvel de 62 milhões de clientes ao fim de 2024, a operadora registrou aumento de 5,7% na receita líquida normalizada entre outubro e dezembro, para R$ 6,63 bilhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), também pelo critério normalizado, atingiu R$ 3,34 bilhões, alta de 6,2% na comparação com o último trimestre de 2023. A margem Ebitda normalizada ficou em 50,5%, um avanço de 0,3 ponto percentual em base anual.

Em entrevista ao Valor, o diretor-presidente da TIM Brasil, Alberto Griselli destacou como pontos essenciais para a expansão do lucro, do faturamento e do Ebitda acima da inflação o incremento da receita do serviço móvel (+5,4% de aumento no trimestre e +6,4% no ano), além do desempenho do segmento corporativo (B2B) e dos serviços digitais.

“Continuamos tendo uma liderança significativa em cobertura de 5G e temos também a liderança no 4G”, destacou Griselli. A TIM terminou o ano passado com 607 cidades cobertas com tecnologia 5G, contra 504 da Vivo, a segunda colocada, de acordo com números compilados pela consultoria Teleco.

Pela ótica dos custos da operação, a TIM desembolsou 5,1% a mais no quarto trimestre do ano passado (R$ 3,28 bilhões). Considerando o ano todo de 2024, os custos normalizados de operação subiram 5,2% frente a 2023, somando R$ 12,82 bilhões, enquanto a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,83% no ano passado.

No acumulado de 2024, o lucro líquido normalizado totalizou R$ 3,16 bilhões, incremento de 17,1% ante o ano anterior. Na mesma base de comparação, a receita líquida teve expansão de 6,6%, para R$ 25,44 bilhões, e o Ebitda cresceu 8%, para R$ 12,62 bilhões.

Venda de participação no C6

Simultaneamente, a TIM Brasil anunciou que assinou um acordo com o C6 Bank para encerrar todos os quatro processos arbitrais atualmente em curso relacionados à parceria entre eles.

O acordo prevê também a transferência das ações do C6 Bank atualmente detidas pela companhia de telecomunicações, bem como todos os bônus de subscrição, no valor estimado de R$ 520 milhões.

“A estratégia de plataforma de clientes, que a TIM desenvolve desde 2020, nos posiciona como parceiro relevante para criar valor e impulsionar ecossistemas de serviços digitais”, afirma Alberto Griselli, diretor-presidente da TIM Brasil.

A controlada da Telecom Italia destaca que a parceria com o banco gerou receita bruta de R$ 280 milhões e a combinação de serviços financeiros com telefonia produziu efeitos positivos em outras áreas de negócios.

Com informações do Valor Econômico

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