Trump confirma tarifas e dólar atinge máxima em duas semanas no exterior
O dólar no exterior avança para máxima de duas semanas após o presidente Donald Trump dizer que seguiria adiante com tarifas sobre o Canadá e o México em 4 de março e imporia uma taxa adicional de 10% sobre importações chinesas.
Trump havia adiado a tarifa de 25% sobre produtos canadenses e mexicanos no início de fevereiro por um mês.
O dólar se beneficia do aumento dos fluxos de ativos seguros e da perspectiva de tarifas elevando a inflação, limitando o escopo para novos cortes nas taxas de juros do Federal Reserve (Fed).
“Nossa visão continua sendo que Trump tende a ameaçar demais com tarifas, mas, no final das contas, não entrega”, diz o estrategista do Danske Bank, Jens Naervig Pedersen, em nota. Se as tarifas não forem implementadas, o dólar pode cair, diz ele.
Após Trump confirmar as tarifas no dia 4 de março, tanto o dólar canadense quanto o peso mexicano enfraqueceram em relação ao dólar, embora Chang Wei Liang do DBS observe que seus declínios não foram significativamente maiores do que os de outras moedas.
“A mensagem inconsistente de Trump sobre o momento da implementação das tarifas e as condicionalidades em torno delas tornaram os mercados mais relutantes em se posicionar agressivamente a essas ameaças”, diz o estrategista de câmbio.
Por volta das 7h50, o índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – avançava 0,06% a 107,30 pontos.
Nesse contexto, o euro avançava 0,10% a US$ 1,04043 e a libra subia 0,05% a US$ 1,26028, e o dólar tinha alta de 0,16% contra a moeda japonesa, negociado a 150,32 ienes.
Com relação à moeda canadense, o dólar caía 0,11%, a 1,44305 dólares canadenses, e recuava 0,23% ante a moeda mexicana, negociado a 20,42213 pesos mexicanos.
*Com informações do Valor Econômico
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