Congresso aprova Orçamento de 2024 com ‘fundão’ eleitoral recorde de R$ 4,9 bilhões

Orçamento de 2024 foi aprovado com um corte em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em torno de R$ 7 bilhões e com um volume recorde de emendas parlamentares, no valor de, aproximadamente, R$ 53 bilhões

Da esquerda para a direita, durante sessão conjunta do Congresso Nacional que aprovou o Orçamento de 2024: 
relator-geral do Orçamento de 2024 deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP); presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG); presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL) e o 
líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Da esquerda para a direita, durante sessão conjunta do Congresso Nacional que aprovou o Orçamento de 2024: relator-geral do Orçamento de 2024 deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP); presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG); presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL) e o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O Congresso Nacional aprovou nesta sexta-feira (22), último dia do ano legislativo, o Orçamento de 2024 com fundo eleitoral com valor de aproximadamente R$ 4,9 bilhões para financiamento das eleições no ano que vem. A cifra é recorde para uma campanha pelo comando do Poder Executivo nos municípios. O texto vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O valor de R$ 4,9 bilhões é equivalente ao que foi utilizado na eleição presidencial, de governadores, deputados e senadores no ano passado. Na eleição municipal de 2020, o chamado “fundão” chegou a R$ 2 bilhões.

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A disputa pelo valor do fundo virou um impasse na votação do Orçamento. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a dizer a aliados que R$ 2 bilhões não foram suficientes para bancar as campanhas municipais na eleição de 2020, sugerindo apoiar uma quantia maior.

Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou nesta sexta-feira discordar “totalmente” do valor recorde do fundo eleitoral. “O fundo eleitoral com base em 2022 para eleição municipal é um erro grave do Congresso”, disse a jornalistas durante café da manhã.

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O partido Novo apresentou um destaque (sugestão de mudança) no projeto do Orçamento de 2024 para reduzir o valor do fundo eleitoral para R$ 939,3 milhões, como proposto pelo governo no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado em agosto. A proposta teve apoio de Pacheco. O Congresso, no entanto, rejeitou o requerimento de admissibilidade para análise do destaque.

Para dar conta de assegurar o montante bilionário aos partidos no pleito do próximo ano, Motta retirou R$ 4 bilhões das emendas de bancada estadual. O parlamentar ficou responsável por definir de onde tiraria recursos para aumentar o valor do fundo.

O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deputado Danilo Forte (União-CE), retirou do parecer final o dispositivo que previa que eventual verba extra para as campanhas deveria ser custeada por emendas de bancada estadual.

Forte apenas fixou um teto para o fundo em torno de R$ 5 bilhões, valor mais próximo do que defendem os deputados e presidentes dos partidos. Já os senadores e o próprio governo defendiam um valor em torno de R$ 2 bilhões, o que seria equivalente ao valor destinado à campanha municipal de 2020 mais a inflação.

O Orçamento de 2024 também foi aprovado com um corte em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em torno de R$ 7 bilhões e com um volume recorde de emendas parlamentares, no valor de, aproximadamente, R$ 53 bilhões. No total, os parlamentares terão direito a cerca de R$ 16,6 bilhões em emendas de comissão, R$ 25 bilhões em emendas individuais impositivas e R$ 11,3 bilhões em emendas de bancada estadual.

Com informações do Estadão Conteúdo

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