Governo revisa dados do Caged de novo e aponta corte de mais de 191 mil empregos em 2020
O que começou como criação de 142 mil vagas e foi revisado para geração de 75,8 mil postos, agora foi novamente revisto e passou para um fechamento de 191,5 mil empregos formais no ano passado

Uma nova revisão dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) levou o saldo de empregos formais em 2020 para o campo negativo. Considerando os dados mais recentes, o país fechou 191.502 vagas no ano passado.
De acordo com os dados do Ministério do Trabalho e da Previdência, foram 15.619.434 admissões e 15.810.936 desligamentos em 2020.
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Em janeiro deste ano, o governo havia divulgado a criação de 142.690 vagas com carteira assinada no ano passado, resultado de 15.166.221 de admissões e 15.023.531 de desligamentos. O saldo do período foi comemorado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pela equipe.
Considerando as informações disponibilizadas em outubro deste ano, esse saldo já havia sido reduzido para 75.883 novos empregos formais, fruto de 15.437.117 admissões e 15.361.234 desligamentos.
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Agora, as informações mais recentes levaram a uma nova queda no saldo. O movimento é explicado pela incorporação de informações enviadas fora do prazo pelas empresas. Os dados do Caged podem ser atualizados até 12 meses após a data da movimentação.
Ao longo da pandemia, especialistas alertaram para o risco de subnotificação dos desligamentos pelas empresas. Técnicos da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia (agora Ministério do Trabalho e Previdência) foram questionados sobre o tema diversas vezes durante as divulgações mensais dos dados e negaram essa possibilidade.
Hoje, o secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Previdência, Bruno Dalcolmo, aproveitou a apresentação dos dados de outubro para fazer uma ampla defesa do Caged. Ele enfatizou que os ajustes são enviados pelas próprias empresas e que o volume de dados que chegam em atraso é ínfimo em relação ao total de movimentações.