Inflação: IPCA-15 sobe 0,55% em janeiro, levemente acima do esperado

Taxa acumulada em 12 meses ficou em 5,87%

Preços de mercadorias exibidos em supermercado no Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Moraes/Reuters
Preços de mercadorias exibidos em supermercado no Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Moraes/Reuters

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou nesta terça-feira (24) que o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) subiu 0,55% em janeiro. A prévia da inflação ficou pouco acima do esperado pelo mercado. Os agentes financeiros projetavam uma alta de 0,52%, segundo mediana de 32 estimativas de consultorias e instituições compiladas pelo Valor Data.

No acumulado em 12 meses, o IPCA-15 ficou em 5,87%. O especialistas estimavam uma taxa de 5,84%

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Para 2023, a perspectiva é que a prévia da inflação encerre o ano em 5,50%, de acordo com mediana de 23 estimativas. O intervalo das projeções vai de 4,90% a 6,10%.

Destaques do IPCA-15 de janeiro

Conforme o IBGE, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em janeiro. O grupo comunicação se destacou pela maior variação (2,36% e 0,11 ponto percentual), enquanto os demais ficaram entre o 0,17% de transportes e de habitação, e o 0,57% de despesas pessoais.

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O grupo saúde e cuidados pessoais acelerou de dezembro (0,40%) para janeiro (1,10%), influenciado principalmente pela alta nos preços dos itens de higiene pessoal (1,88%), que em dezembro haviam subido 0,04%. Os planos de saúde (1,21%) mantiveram a variação do mês anterior, refletindo a incorporação da fração mensal dos reajustes dos planos novos e antigos para o ciclo de 2022 a 2023.

A variação de alimentação e bebidas (0,55%) ficou abaixo da registrada em dezembro (0,69%). As altas da batata-inglesa (15,99%), do tomate (5,96%), do arroz (3,36%) e das frutas (1,74%) provocaram um aumento de 0,61% nos preços dos alimentos para consumo no domicílio. Já as quedas mais expressivas ficaram por conta da cebola (-15,21%) e do leite longa vida (-2,04%).

A alimentação fora do domicílio (0,39%) ficou com resultado próximo ao do mês anterior (0,45%), com o lanche tendo alta de 0,80% e, a refeição, de 0,14%.

No grupo comunicação (2,36%), o resultado foi influenciado pelas altas de TV por assinatura (11,78%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (3,24%), acesso à internet (2,11%) e aparelho telefônico (1,78%).

Combustíveis, gás e conta de luz em queda

Em transportes, houve uma desaceleração de dezembro (0,85%) para janeiro (0,17%). O principal motivo foi a queda nos preços dos combustíveis (-0,58%). À exceção da alta no etanol (0,51%), houve queda nos preços do óleo diesel (-3,08%), da gasolina (-0,59%) e do gás veicular (-0,40%).

No grupo habitação (0,17%), houve queda nos preços do gás de botijão (-1,32%) e da energia elétrica residencial (-0,16%).

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