Live do BC aborda de tudo para falar com a internet e cita até queda de juros

Programa no YouTube contou com a participação do diretor de relacionamento institucional do Banco Central

Sede do Banco Central, em Brasília (BC). Foto: Adriano Machado/Reuters
Sede do Banco Central, em Brasília (BC). Foto: Adriano Machado/Reuters

O Banco Central realizou nesta segunda-feira (5) sua primeira live no YouTube. O canal conta com 153 mil inscritos e o episódio contou com a participação de Mauricio Moura, diretor de relacionamento institucional do BC. Em pouco mais de 30 minutos, falou-se um pouco de tudo: inflação, as atribuições da organização, responderam-se perguntas de quem assistia. Falou-se, inclusive, sobre a taxa básica de juros, a Selic, hoje em 13,75%.

“Ela vai cair, voltar a cair. Em algum momento. Ela já foi de mais de 40% e já foi mais baixa. Assim que as condições permitirem, ela vai cair”, afirmou Moura. Um dos motivos declarados da live foi o de trazer cada vez mais transparência para as ações do Banco Central. Buscar se comunicar melhor.

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Durante o encontro, falou-se em não falar para economistas e agentes financeiros e um dos pontos principais do encontro foi dizer o que influencia a Selic, por exemplo. “O BC não gosta de juros altos. Ninguém gosta”, afirmou Moura para em seguida sentenciar: “Mas inflação é uma coisa muito ruim”.

Uma das atribuições da taxa básica de juros é, justamente, trazer a inflação para o centro da meta, buscando suavizar seus efeitos no dia a dia da economia. Lembrou-se durante a live, aliás, dos dias em que consumidores recebiam os salários e corriam aos supermercados para comprar seus produtos antes que os preços fossem reajustados. Isso, sobretudo, na década de 1980.

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Pressão para a queda de juros

O esforço do BC em falar a ‘língua da internet’ ocorre em um momento em que a instituição sofre forte pressão para reduzir a Selic – pressão, inclusive, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A live do BC deve continuar sempre às segundas-feiras, portanto, é cedo para afirmar se o propósito de se aproximar do cidadão comum vai surtir efeito. Por enquanto, sabe-se que o caminho é longo: o primeiro episódio, até o fechamento desta reportagem, às 16h, tinha sido visualizado por apenas 967 pessoas.

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