Mulheres superam homens em anos de estudo no Brasil
As mulheres, em quase todas as faixas etárias, possuíam mais anos de estudo que os homens em 2022. O estudo Censo 2022: Educação, dados preliminares da amostra, divulgado nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que apenas na faixa etária de 80 anos ou mais os homens tinham mais anos de estudo que as mulheres, com 4,9 anos, contra 4,8 anos. Em média, os brasileiros de 25 anos ou mais tinham, em 2022, 9,6 anos de estudo. As informações divulgadas agora são dos questionários completos aplicados em uma amostra da população no último Censo Demográfico, que reflete o perfil da população como um todo.
A pesquisa aponta que o pico de anos de estudo está na faixa etária de 25 a 29 anos, com 12,2 anos de estudo para as mulheres 11,3 anos de estudo para os homens. Na média, a instrução das mulheres com 25 anos ou mais de idade superava a dos homens. Entre elas, 20,7% tinham nível superior completo. Entre eles, essa proporção era de 15,8%.
Entre as unidades da federação, o Distrito Federal era aquela em que havia a maior média de anos do estudo, com 11,8 anos para a população com 25 anos ou mais. Na outra ponta, o Piauí tinha média de 7,9 anos de estudo para a população nesta faixa etária.
Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, São Caetano do Sul (SP) tinha o melhor desempenho, com população de 25 anos ou mais com média de 12,7 anos de estudo, enquanto em Breves (PA) a média era de 6,5 anos, a pior para o grupo de cidades com mais de 100 mil habitantes.
O país tinha ainda 40 municípios, 30 deles na Região Nordeste, em que a população de 25 anos ou mais tinha menos de 5 anos de estudo.
*Com informações do Valor Econômico
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