BTG: preços da Shein no Brasil são maiores, mas rede ainda segue sendo competitiva no País

Empresas citadas na reportagem:
Levantamento extenso do BTG sobre o setor de varejo aponta que o Brasil é para a Shein um dos mercados onde os preços praticados são mais altos. O documento foi divulgado no fim de janeiro, dia 21, e indica que os produtos comercializados por meio do site asiático são 15% mais caros no Brasil do que nos Estados Unidos, por exemplo.
Ainda assim, a empresa segue com preços competitivos para o consumidor brasileiro.
E, segundo o BTG, isso tem a ver também com o aumento dos preços praticados pelos varejistas locais. Especialmente no segmento de moda.
“Os preços das roupas registraram um aumento acumulado de 37% do início de 2021 a dezembro de 2024, bem acima do IPCA de 20% no mesmo período”, diz o BTG.
Shein x varejo de moda brasileira
- Shein é 9% mais barata que a Renner
- 3% mais barata que a Riachuelo
- 2% mais barata que a C&A
Os dados do BTG se referem a uma cesta de oito produtos. O relatório não indica quais são esses produtos.
Para entender mais sobre o varejo |
O varejo passa por uma transformação. E dentro deste contexto, o mercado movimenta-se. Reportagem da Inteligência Financeira mostrou que a Shopee supera a Amazon no comércio eletrônico e configura-se como a principal concorrente do Mercado Livre no Brasil. Quer ler mais sobre o assunto? Basta clicar aqui. |
Varejo local aproveitou inflação para melhorar margens
O banco destaca ainda que as marcas de roupas e acessórios subiram os preços nos últimos anos, “compensando os aumentos de custos”, e indo além. Elas aproveitaram para melhorar as margens de lucro por meio dessa estratégia.
Nesse sentido, o banco diz ainda que desde o pico de preços, em julho de 2022, há desaceleração da inflação do setor de moda. Contudo, isso “não significa preços mais baixos para os consumidores”, acrescenta o BTG.
Outros pontos sensíveis para o varejo de moda local
Dessa maneira, a concorrência de players internacionais, como a Shein, e manutenção de preços altos “pressionaram os volumes de alguns players locais nos últimos trimestres”.
Vale mencionar também como fator de compressão de vendas recentemente a manutenção do alto endividamento das famílias e a baixa disponibilidade de crédito.
Desempenho na bolsa das concorrentes da Shein
Em 2024, algumas das principais ações do varejo de moda sofreram na bolsa de valores. A Renner (LREN3), por exemplo, caiu 2,24% nos últimos 12 meses. A Azzas (AZZA3) caiu 42% e a SBF (SBFG3) desceu 13%. Por outro lado, C&A (CEAB3) e Guararapes (GUAR3) tiveram desempenho positivo. Altas de 40% e 28%, respectivamente.
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