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Ibovespa fecha em queda com aversão ao risco e alta dos juros

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Em um dia de piora generalizada nos ativos domésticos, o Ibovespa fechou hoje com queda de 0,96%, aos 124.769 pontos, perto da mínima de 124.732 pontos. O volume financeiro do índice foi de R$ 17,3 bilhões e de R$ 22,1 bilhões na B3.
No dia, o Ibovespa chegou a subir até os 126.563 pontos, mas reverteu a tendência mais positiva vista no início da manhã, após a divulgação de dados acima do esperado para o Caged.
Agentes financeiros também repercutiram a divulgação de balanços. Analistas penalizaram as ações da WEG por causa da queda nas margens da empresa. Os papéis ficaram no topo dos maiores recuos, no valor de 8,68%.
Juros
Os juros futuros encerraram o pregão desta quarta-feira em forte alta, sob pressão em toda a extensão da curva a termo.
Ao fim da sessão, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2026 teve alta de 14,595%, do ajuste anterior, para 14,76%; a do DI de janeiro de 2027 subiu de 14,475% a 14,795%; a do DI de janeiro de 2029 avançou de 14,40% para 14,815%; e a do DI de janeiro de 2031 disparou de 14,525% a 14,90%.
Avaliação dos analistas
A avaliação entre os analistas é que os dados fortes do Caged hoje mostraram que a economia pode ter dificuldade para perder temperatura. Ainda mais com medidas que estimulem o consumo, como liberação do FGTS e aumento de crédito consignado.
Tais medidas enfraqueceriam a capacidade da política monetária e isso estaria gerando atenção nos agentes do mercado.
Rumores de uma possível saída do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para a Casa Civil também chegaram a mexer com os mercados locais.
Além disso, o ambiente externo segue adverso para alguns ativos de risco em meio à preocupação com o crescimento econômico americano e incertezas sobre as medidas tarifárias do presidente Donald Trump.
Dólar hoje
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O dólar à vista encerrou a sessão desta quarta em alta firme, batendo o nível de R$ 5,80 pela primeira vez desde o dia 03 de fevereiro.
O pessimismo do investidor local com a política econômica do atual governo deu suporte para o fortalecimento da moeda americana contra o real.
Bolsas de Nova York
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Os principais índices de ações de Nova York fecharam em direções opostas, após oscilarem entre altas e baixas durante o dia.
No fechamento, o índice Dow Jones caiu 0,43%, aos 43.433,12 pontos, o S&P 500 subiu 0,01%, aos 5.956,06 pontos, e o Nasdaq teve alta de 0,26%, aos 19.075,263 pontos.
Entre os destaques, as ações da Nvidia subiram 3,67% antes da empresa divulgar seus balanços. Outras empresas de software, como a Broadcom (+5,13%), a Microstrategy (+5,09%) e a Micron Technology (+4,82%) também estiveram entre as maiores altas do Nasdaq.
Bolsas da Europa
Os principais índices de ações da Europa subiram nesta quarta, atingindo novos recordes.
O resultado veio com o impulso de balanços positivos de empresas e a notícia de um acordo de minerais de terras raras entre os Estados Unidos e a Ucrânia. O acordo é central para que Kiev tenha o apoio americano nas negociações de paz com a Rússia.
No fechamento, o índice Stoxx 600 subiu 0,99%, aos 559,68 pontos. O FTSE 100, da Bolsa de Londres, teve alta de 0,72%, aos 8.731,46 pontos, e o DAX, de Frankfurt, avançou 1,71%, aos 22.794,11 pontos. Já o CAC 40, de Paris, se valorizou em 1,15%, aos 8.143,92 pontos.
Entre os destaques, a AB Inbev, fabricante da Budweiser, teve forte alta de 8,68%, após seus resultados trimestrais agradarem o mercado.
Com informações do Valor Econômico.
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