Real, bolsa e juros futuros se deterioram após Caged mais forte que o esperado

Resultados do Caged de janeiro, acima das expectativas, levaram a um aumento nos juros futuros, queda no Ibovespa e alta do dólar

As principais classes de ativos domésticas apresentaram piora generalizada, puxada pelo avanço forte dos juros futuros, após a divulgação dos números do Caged de janeiro, que mostrou a abertura de 137.303 vagas de trabalho no mês passado, mais que o dobro do que apontava a mediana das estimativas coletadas pelo Valor Data.

O dado corroborou a percepção de uma atividade econômica resiliente que pode exigir um aperto monetário mais intenso do Banco Central.

Por volta de 10h40, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2026 tinha leve alta de 14,595%, do ajuste anterior, para 14,655%; a do DI de janeiro de 2027 subia de 14,475% a 14,555%; a do DI de janeiro de 2029 avançava de 14,40% para 14,495%; e a do DI de janeiro de 2031 aumentava de 14,525% a 14,62%.

Após a divulgação dos números do Caged, o avanço mais expressivo dos juros futuros fez o Ibovespa mudar de direção no começo da manhã. O índice chegou a abrir a sessão em alta, mas virou para o negativo, com queda de 0,11%, aos 125.839 pontos.

O avanço das ações da Petrobras e da Vale ajuda a limitar as perdas. No horário acima, os papéis PN da petroleira avançavam 0,37%, enquanto as ações da mineradora subiam 0,39%.

Já o dólar à vista passou a subir, em alta de 0,30%, cotado a R$ 5,7721. No exterior, a maioria das moedas mais líquidas já operava em queda frente ao dólar, enquanto real seguia descolado dos pares. Já o euro comercial avançava 0,08%, a R$ 6,0536.

*Com informações do Valor Econômico

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