Gigante da tecnologia Intel na mira: especialista prevê aquisição iminente
Professor da NYU prevê onda de fusões e aquisições nos EUA, com a Intel como principal alvo, devido à sua má administração nos últimos anos.

Uma onda de fusões e aquisições, incluindo empresas como a fabricante de aeronaves Boeing, a de microprocessadores Intel e a varejista Target está se formando nos Estados Unidos.
Essa foi a sinalizou o empreendedor e professor de Marketing da Stern School of Business da Universidade de Nova York (NYU), Scott Galloway, neste sábado (8), durante o evento de inovação e cultura SXSW 2025, em Austin (EUA).
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“Vai haver uma explosão [de fusões e aquisições] com o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) e a Comissão Federal de Comércio (FTC) basicamente neutralizados [na gestão do presidente americano Donald Trump]”, disse Galloway a um auditório lotado no Centro de Convenções de Austin, no Texas.
Transação com Intel é principal aposta
A compra da fabricante de microprocessadores americana Intel é a principal aposta de Galloway este ano.
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“Minha favorita é a Intel, que é provavelmente a empresa mais mal administrada dos últimos 20 anos”, disse Galloway.
“A indústria de chips cresceu, mas esta empresa descobriu uma maneira de arrancar a derrota das garras da vitória repetidamente”, comentou.
O “professor G”, como é chamado, trouxe dados para embasar sua previsão sobre a empresa, especialmente em relação à fabricante americana de chips Nvidia, que reveza com a Apple o posto de mais valiosa do mercado.
“Em 2020, ela [a Intel] tinha uma capitalização de mercado de US$ 200 bilhões contra a Nvidia, que tinha US$ 250 bilhões”
“Agora, a Nvidia vale US$ 2,7 trilhões e perde ou ganha o valor da Intel toda vez que faz uma teleconferência de resultados”, disse Galloway.
Alerta para o vício em tecnologia das novas gerações
O professor e empreendedor também fez um alerta sobre o vício das novas gerações em tecnologia, a dificuldade dos jovens em se relacionar e ter filhos, o que levará os EUA a uma crise de natalidade.
“Temos um movimento tecnológico em 2025 que está proibindo telefones”, disse ele, que é pai de três filhos, sendo dois adolescentes.
Ele frisou que “8,5% das nossas crianças e adolescentes são clinicamente viciados em drogas ou álcool, mas que 24% são clinicamente viciados em mídia social em um momento em que seus cérebros estão ficando conectados”.
Com isso, defendeu a proibição do celular em sala de aula.
“A maneira mais rápida de melhorar as pontuações em uma escola é simplesmente proibir telefones. E estamos vendo países inteiros, seja Nova Zelândia ou Letônia, começarem a proibir telefones nas escolas”.
A repórter viajou ao SXSW a convite da Unico.
*Com informações do Valor Econômico