‘Tomar pé na bunda nos deixou humildes’, diz CEO da Uber sobre briga com iFood

Dara Khosrowshahi afirma que País é dos mercados mais relevantes e seis das dez cidades com a maior quantidade de viagens pedidas pela plataforma são brasileiras

Dara Khosrowshahi, CEO da Uber: 'iFood foi um competidor duro'. Foto: Ecole polytechnique/Flickr
Dara Khosrowshahi, CEO da Uber: 'iFood foi um competidor duro'. Foto: Ecole polytechnique/Flickr

Ao analisar a saída do Uber Eats do Brasil em 2022 após alegar forte concorrência com o iFood, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, afirmou que “tomar um ‘pé na bunda” do competidor latino-americano “nos deixou mais humildes”.

A fala foi feita durante o CEO Conference, do BTG Pactual. O executivo da plataforma de transporte por aplicativo ressaltou a importância do mercado brasileiro, que conta com 1,4 milhões de motoristas cadastrados.

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Khosrowshahi afirmou que seis das dez cidades com a maior quantidade de viagens pedidas pela plataforma da Uber estão no Brasil.

“O País é um grande mercado para nós, com taxas de penetração da plataforma muito altas”, disse o executivo. “Competidores locais são duros na queda, eles adaptam e transformam seus produtos sob medida e mais rápido do que nós”, completou o CEO.

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‘O iFood era um competidor bastante difícil’, diz CEO da Uber

Apesar de atuar no transporte de passageiros no Brasil, a Uber retirou do País seu segundo principal negócio, o aplicativo Uber Eats, serviço de entrega de comida e compras. Isso foi em março de 2022.

Na época, a plataforma alegou forte competição de concorrentes como iFood e Rappi ao justificar a saída do mercado brasileiro de delivery.

Na missão de construir uma companhia que “está na vanguarda” de delivery como serviço aos consumidores, Dara Khosrowshahi afirma que a competição no Brasil foi “bastante difícil”.

“Certas companhias, como o iFood, foram competidores duros”, afirmou o CEO da Uber.

As receitas da Uber no Brasil crescem em sintonia com o avanço do faturamento da empresa no mundo. Cerca de 20% ao ano. A plataforma é listada na bolsa de Nova York e em outubro a ação atingiu cotação recorde. A companhia bateu o maior valor de mercado da sua história, de US$ 181 bilhões.

Em fevereiro, o mega investidor de Wall Street Bill Ackman elogiou o comando da empresa e disse ter US$ 2,3 bilhões investidos em ações da Uber.

“Em termos de ambiente competitivo com empresas locais, nós somos uma marca global. As pessoas que viajam usam Uber porque estamos presentes na maior parte dos países ocidentais”, disse Khosrowshahi ao se referir ao Brasil.

“Mas os concorrentes locais podem ser mais duros, porque estão mais propensos a desenvolverem produtos sob medida para demanda, e de forma rápida”, completou. “Nós fazemos produtos para a média global.”

A nuance de operações de entrega de uma cidade para outra é uma das dificuldades para a Uber, revela o CEO. “Ter levado um pé na bunda nos deixou mais humildes”, brincou.

Uber quer aumentar time de engenheiros no Brasil

Khosrowshahi disse que entrou na companhia para criar mais disciplina na alocação de capital da empresa. O executivo descreveu que, primeiro, limitou a contratação de funcionários a um teto, mas sem abrir mão de expandir receitas.

Segundo o CEO, a abundância de capital da Uber machucou a eficiência operacional. “Com custo de capital e juros subindo, o setor privado precisou controlar gastos para, assim, melhorar a produtividade”, disse.

Na operação brasileira, Dara Khosrowshahi disse querer aumentar o ritmo de contratação de engenheiros de dados.

Primeiro porque o CEO vê espaço para crescimento da Uber global e, portanto, da Uber Brasil. Em segundo lugar, o CEO diz que motoristas por aplicativo faturaram R$ 144 bilhões em corridas da Uber desde a entrada no mercado doméstico.

“Além disso, contratar engenheiros no Brasil é um pouco mais barato do que em São Francisco”, brincou o CEO da Uber. Segundo ele, 8 mil engenheiros de dados trabalham para a companhia em todo o mundo.

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