Melhores e piores de maio: Estapar (ALPK3) e Yduqs (YDUQ3) se destacam; Bahema (BAHI3) e Cemig (CMIG3) lideram perdas

Confira as maiores altas e baixas na bolsa ao longo do mês de maio

Empresas citadas na reportagem:

A Estapar (ALPK3) liderou, com ampla margem, as altas na bolsa na soma dos pregões do mês de maio. As ações foram beneficiadas pelos resultados do primeiro trimestre do ano, apresentados no começo do mês, com receita e Ebitida batendo recorde mesmo com fluxo de veículos nos estacionamentos a 91% do registrado antes da pandemia.

Outra empresa que se destacou foi a Yduqs (YDUQ3), do setor de educação. A alta considerável na bolsa ao longo de maio está relacionada à possibilidade de mudanças no Fies, programa de financiamento estudantil para o ensino superior que foi um dos grandes promotores do boom de novas instituições do segmento na década passada.

Em entrevista à revista Ensino Superior, a Secretária de Educação Superior do MEC, Denise Pires de Carvalho, disse que o Fies está sendo reformulado e “virá para atender a diferentes dimensões” do ensino superior. Segundo Denise, uma nova versão do Fies levaria em conta, inclusive, a renda futura do profissional para calcular o custo do crédito estudantil.   

Além disso, a empresa foi beneficiada por fortes resultados em seu balanço trimestral, depois de divulgar alta de 96,6% no lucro líquido em relação ao primeiro trimestre de 2022.

Perdas

Se a Yduq esteve entre os destaques do mês, outra empresa do setor, a Bahema, liderou as quedas no mês de maio entre empresas com alto volume de negociações. A empresa, que tem forte atuação no ensino básico, não foi positivamente afetada pela possibilidade de recuperação do Fies em novos parâmetros.

Além disso, a companhia divulgou, no dia 5 de maio, que foi arquivado na sede social o termo aditivo ao acordo de acionistas e entre investidores da Bahema, que estabelecia novas regras para venda de valores mobiliários vinculados ao acordo.

Poucos dias depois, as ações da empresa engataram queda acentuada, passando da máxima de R$ 10,18 para o patamar de R$ 8,50 no fechamento do mês.

Além da Bahema, a Cemig está entre as maiores perdedoras da bolsa em maio. Empresas que foram contratadas pela Cemig têm abandonado as obras. Além disso, a companhia tem encarado problemas técnicos recorrentes, que causaram, inclusive, desligamento de sua rede em Caratinga (MG), no último dia 30.

Nos últimos dias, porém, a empresa recebeu notícias positivas: a revisão tarifária aprovada pela Aneel, além de ter encontrado demanda para levantar R$ 2 bilhões no mercado de debêntures.

Destaques do dia

Algumas das ações ligadas à asiática Shein lideraram os ganhos nesta quarta-feira (31) entre empresas com grande volume, com a Springs (SGPS3) subindo 20,31% e a Santanense (CTSA4) avançando 19,02% depois de o governo anunciar que vai rever taxação de 60% nas compras internacionais.

As empresas brasileiras podem receber parte da produção do que o site, sediado em Cingapura, vende no Brasil, segundo acordo que está sendo alinhado entre as partes.

Além disso, CVC (CVCB3), BRF (BRFS3) e Teka (TEKA4), que subiram 13,42%, 11,69% e 9,87%, respectivamente, também se destacaram nesta quarta, com destaque para a BRF, que pode receber aporte de R$ 4,5 bilhões de um fundo soberano da Arábia Saudita e da sua acionista Marfrig.

As maiores perdas do dia entre empresas com grande volume ficaram com Coteminas (CTNM3), BR Properties (BRPR3) e Sequoia (SEQL3), que desceram -9,29%, -8,24% e -7,41%.

Melhores ações* de maio

  • Estapar (ALPK3) 137,82%
  • Cedro (CEDO4) 104,56%
  • Banco Pine (PINE4) 79,74%
  • Yduqs (YDUQ3) 74,75%
  • Biomm (BIOMM3) 70,16%

Piores* do mês

  • Bahema (BAHI3) -15,0%
  • Cemig (CMIG3) -14,06%
  • Inepar (INEP3) -13,64%
  • Kora (KRSA3) -12,84%
  • Petrorecôncavo (RECV3)  -11,99%

* A lista contempla ações com alto volume de negociação, inclusive entre papéis que não integram o Ibovespa e outros índices importantes

Leia a seguir