Zema mira privatização de Cemig e Copasa ainda em 2025

Governo de Minas Gerais planeja privatizar Cemig, Copasa, Codemge e BDMG em 2025, dependendo da aprovação legislativa e do Programa de Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag)

Empresas citadas na reportagem:

O governo de Minas Gerais pretende privatizar quatro companhias estatais ainda em 2025, segundo o governador do Estado, Romeu Zema (Novo). Estão no pacote de privatizações a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

“A nossa intenção é privatizar as empresas. Ainda não conseguimos a aprovação legislativa, mas, inclusive, com o Propag, será necessário [privatizar], e nós vamos conseguir muito provavelmente este ano”, afirmou Zema, durante palestra na Federação de Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

O governador afirmou que a negociação vem sendo construída “há tempos” com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite (MDB), mas que a Casa tem “o momento dela”.

“Ele [Leite] sabe que, para o Estado de Minas aderir ao Propag, é necessário repassarmos para a União esses ativos, ou alienarmos os ativos e repassarmos o valor para Minas Gerais ter condição de fazer um abatimento substancial na dívida e, consequentemente, ter juros mais palatáveis”, explicou.

Votação de vetos ao Propag em março

Zema disse, ainda, que negocia com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e com o do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), para que a derrubada dos vetos seja pautada em breve. “Muito provavelmente isso deve acontecer em março”, declarou a jornalistas.

Segundo o governador, os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto original do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) fizeram com que alguns benefícios concedidos pelo regime de recuperação fiscal fossem excluídos.

Ele afirmou estar lutando junto com os governadores do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e de Goiás para que oito dos onze vetos sejam derrubados. “O Propag veio para fazer mais do que um regime de recuperação fiscal e não menos. Então, daí o motivo de estarmos lutando contra esses vetos”, afirmou.

Zema disse ainda que uma alternativa que será buscada pelos governadores é prorrogar o prazo do Propag, em uma espécie de “Propag 2”. Caso contrário, disse, será “inviável” para os Estados pagarem suas dívidas, com risco de atrasos no salário dos servidores.

“O governo federal não é banco, tem que ser parceiro dos Estados. Os Estados devem, reconhecem a dívida e querem pagar, mas precisam ter uma taxa de juros civilizada”, disse.

*Com informações do Valor Econômico

Leia a seguir