Bitcoin despenca e volta a ficar abaixo de US$ 90 mil; o que vem pela frente?

O Bitcoin sofreu uma queda de 6,9% após Trump reafirmar tarifas sobre o México e Canadá, gerando incerteza no mercado e levando especialistas a preverem fechamento negativo para o mês

O bitcoin (BTC) despenca nesta terça-feira (25) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmar as tarifas de 25% contra produtos importados de México e Canadá que haviam sido suspensas no começo do mês. As taxas entrariam em vigor no mês que vem, algo que preocupa os economistas, pois o movimento pode pressionar a inflação e levar o Federal Reserve (Fed) a manter os juros no atual patamar por mais tempo ou até começar a considerar um aumento.

Com um cenário macroeconômico mais incerto e uma diminuição na liquidez global entrando no radar dos investidores, os ativos de renda variável, como as criptomoedas, são duramente penalizados em termos de preço.

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Perto das 10h00 (horário de Brasília), o bitcoin caía 6,9% em 24 horas, cotado a US$ 89.060 e o ether, moeda digital da rede Ethereum, desaba 8,8% a US$ 2.427, conforme dados do CoinGecko. O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo é de US$ 3,02 trilhões. Em reais, o bitcoin tem queda de 5,2% a R$ 519.581, de acordo com valores fornecidos pelo Cointrader Monitor.

Entre as altcoins (as criptomoedas que não são o bitcoin), o XRP, token de pagamentos internacionais da Ripple, cai 8,3% a US$ 2,26. Já a solana derrete 11,8% a US$ 139,56 e o BNB (token da Binance Smart Chain) recua 3,4% a US$ 615,14.

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Nos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado ontem um saldo líquido negativo de US$ 516,4 milhões, no quinto pregão consecutivo de saída de capital e com o quinto maior fluxo de vendas desde que os fundos foram lançados.

Os principais responsáveis pelo fluxo negativo foram o FBTC, da Fidelity, com US$ 247 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras e o IBIT, da BlackRock, com US$ 158,6 milhões.

Já entre os ETFs de ether, o dia foi de um fluxo negativo de US$ 78 milhões, somando o terceiro pregão seguido com saídas. Quem impulsionou os números foi o ETHA, da BlackRock, que respondeu por US$ 48,2 milhões, enquanto o ETHE, da Grayscale, teve US$ 15,4 milhões em saques.

Segundo Beto Fernandes, analista da Foxbit, o bitcoin deve fechar o mês com desempenho negativo, o que ocorreria apenas pela terceira vez na história para um mês de fevereiro. “Não há clareza sobre o curto prazo dos ativos considerando todo o aspecto político e macroeconômico em torno do sistema financeiro. Como consequência, o BTC entra em uma nova fase de FUD [sigla para medo, incerteza e dúvida], trazendo mais pressão e menos convicção entre os investidores sobre possíveis movimentações”, avalia.

Usando análise técnica, Rafael Bonventi, analista da Bitget, diz que a pressão de curto prazo do bitcoin permanece baixista, com próximo nível de suporte nos US$ 82 mil pela projeção da retração de Fibonacci. “É uma zona de suporte importante, onde um possível repique pode ocorrer”, afirma.

*Com informações do Valor Econômico

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