Os 3 sinais de que as ‘7 Magníficas’ estão perdendo espaço na carteira dos investidores

Segundo o Morgan Stanley, mercado agora se volta para ações de empresas cíclicas, que começam a sentir os efeitos da queda de juros nos Estados Unidos

Após dois anos de desempenho estelar, as ações das gigantes de tecnologia dos Estados Unidos, apelidadas de ‘7 Magníficas’, estão dando lugar a setores mais tradicionais na preferência dos investidores.

É o que aponta relatório da equipe de gestão de recursos do Morgan Stanley.

O MAG7, índice que mede o desempenho conjunto de Meta, Alphabet (dona do Google), Apple, Microsoft, Amazon, Tesla e Nvidia, disparou cerca de 250% entre 2023 e 2024, em parte sob influência do frisson com a inteligência artificial.

Nesse período, o S&P 500, índice com as 500 maiores empresas do país por valor de mercado, avançou aproximadamente 55%.

Agora, no entanto, investidores passam a prestar mais atenção em setores mais tradicionais.

Uma rotação do mercado de ações pode estar tomando forma, onde o domínio das ‘Magnificent 7’ abre caminho para uma nova liderança em ações cíclicas.

Segundo o Morgan, talvez os distraídos pela torrente de notícias do governo Trump, podem concluir que este é apenas um movimento pontual.

“Mas, por baixo da superfície, há uma mudança mais duradoura, com as ‘7 Magníficas’ ficando um pouco de lado, à medida que investidores movem dinheiro para ações mais sensíveis ao crescimento econômico”, afirmou a chefe na divisão de wealth management do Morgan Stanley, Lisa Shalett.

Nesse sentido, ela aponta três fatores por trás dessa rotação.

Setores cíclicos começam a refletir efeitos da queda de juros

Empresas de segmentos como o industrial e o financeiro começam a refletir os efeitos dos cortes de juro pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).

Enquanto isso, balanços trimestrais mostram que as maiores ações de tecnologia estão com desempenho abaixo da média do mercado, à medida que investidores passam a se questionar se os gastos de empresas de tecnologia vão se pagar.

Assim, o desempenho resiliente do S&P 500 refletiu mais o desempenho de ações cíclicas.

Lucros das big techs devem desacelerar em 2025

No geral, espera-se que as empresas do S&P 500 tenham tido aumento de 8,5% no lucro de 2024.

Abaixo da superfície, porém, as 100 maiores empresas do índice estão superando as previsões de Wall Street a taxas muito mais baixas do que as outras 400.

E a ansiedade dos investidores é particularmente palpável em torno das Magníficas, cujo crescimento dos lucros devem desacelerar este ano, avalia Shalett.

As previsões para 2025 agora veem os lucros do S&P 500 de US$ 274 por ação, abaixo das estimativas anteriores, de US$ 282.

Big techs patinam enquanto outros setores avançam

O setor de tecnologia S&P 500, normalmente de alto desempenho, ficou atrás do índice mais amplo em janeiro pela margem mais ampla desde 2016.

As ações de quatro das ‘7 Magníficas’ foram negociadas recentemente abaixo de suas médias móveis de 50 dias, outro sinal de baixa de curto prazo.

Além disso, os fundos de hedge estão reduzindo cada vez mais as exposições a esses tipos de ações pela primeira vez em um ano.

“Enquanto isso, detentores de ações dentro das próprias empresas estão vendendo ações na maior taxa desde 2021, levantando questões sobre a capacidade das empresas de atingir metas de lucros e justificar suas avaliações elevadas”, escreveu a executiva.

Enquanto isso, entre os setores que estão liderando os mercados estão finanças e saúde.

Nesse grupo estão, bem como ações de médio porte voltadas para o crescimento, ações europeias e do ouro.

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