Investimentos conservadores com a Selic em alta: confira 3 opções de renda fixa para investir em 2025

Os títulos de renda fixa foram os mais procurados em 2024, de acordo com levantamento do buscador de investimentos Yubb. Assim, as três primeiras posições do ranking foram ocupadas pelos chamados investimentos conservadores: CDBs, Tesouro Direto e LCIs e LCAs. Mas, afinal, por que essas três opções fizeram a cabeça do investidor no ano passado e devem seguir em alta em 2025? Confira a seguir.
O que são investimentos conservadores?
Investimentos conservadores são aplicações financeiras que oferecem baixo risco e pouca volatilidade. Nesse caso, o objetivo é preservar o capital e evitar perdas significativas. Os investidores conservadores priorizam a segurança e a liquidez, mesmo com retornos mais modestos.
Por que os investimentos conservadores estão em alta?
O forte interesse ao longo de 2024 pelos investimentos conservadores e que deve se manter ao longo deste ano não foi à toa. Isso porque, com a Selic nas alturas e as incertezas sobre a economia, os ativos mais seguros se tornaram um refúgio.
Em 2025, esse boom nos títulos de renda fixa tende a se repetir. De acordo com o Boletim Focus divulgado na segunda-feira (3), teremos, no fim de 2025, o IPCA a 5,51% e a taxa Selic em 15% ao ano. Assim, em meio a um cenário de incertezas, há possibilidades de ganhos expressivos na renda fixa.
Investimentos conservadores mais procurados
A seguir, entenda como funciona cada um dos investimentos mais procurados.
1- CDB
Os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) ocuparam a primeira colocação no ranking do Yubb. Esses títulos privados funcionam como uma espécie de empréstimo do investidor ao banco emissor do papel.
A rentabilidade mais comum é atrelada ao rendimento do CDI, ou seja, o Certificado Depósito Interbancário, taxa que segue de perto a Selic. Ou seja, com a taxa de juro nas alturas, torna-se uma ótima opção neste momento.
Os bancos mais tradicionais normalmente oferecem uma remuneração abaixo ou no máximo igual ao 100% do CDI para produtos com liquidez, por terem menor risco.
Por outro lado, instituições financeiras menores podem pagar até mais de 120% do CDI. Essa rentabilidade é pré-determinada. Portanto, você sabe o tamanho da parcela que receberá sobre o CDI no momento em que investir.
Há também os CDBs pós-fixados e os que pagam um juro real acima do IPCA. Nesses casos, o investidor abre mão de liquidez em troca de uma perspectiva de ganho acima do CDI.
Por que investir em CDB agora?
Os CDBs estão em alta porque são opção com remuneração que segue a alta da Selic. De fácil acesso, o investidor consegue adquirir estes títulos por meio do aplicativo do banco ou corretora.
Mas há uma ressalva: de acordo com os analistas, recomenda-se fazer esse tipo de investimento em instituições financeiras consolidadas. Isso porque, com aumento de juro, há também a possibilidade de aumento de inadimplência. Assim, bancos menores tendem a ter performance de resultado pior.
Vale lembrar, entretanto, que esse tipo de investimento, conta a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A instituição cobre investimentos de até R$ 250 mil em caso de problemas de solidez bancária.
Quer saber quanto rendeu o CDB? Veja as maiores e menores taxas de retorno.
2 – Tesouro Direto
Os títulos públicos negociados pelo Tesouro Direto são títulos de dívida emitidos pelo governo para financiar suas atividades. Em resumo, funcionam como um um empréstimo do investidor ao governo brasileiro, que vai devolver o valor no futuro, com juros.
Os títulos do Tesouro podem ser prefixados (rendimento determinado na hora da compra), pós-fixados (retorno é atrelado à Selic) ou híbrido, com uma parcela pós-fixados indexado ao IPCA (rendimento acompanha a variação da inflação) mais um componente de juro real fixo.
No Tesouro Selic, o investidor pode embolsar um ganho de mais de 1% ao mês no cenário atual. Enquanto isso, os indexados à inflação também têm atraído muita gente: os retornos reais se aproximam de 8% ao ano.
Por que investir no Tesouro Direto agora?
Com a tendência de alta da taxa de juros, os títulos pós-fixados, como o Tesouro Selic, são recomendados pelos analistas. O Tesouro Selic é considerado um investimento adequado para o curto prazo. Isso porque oferece liquidez e segurança de rentabilidade no resgate.
Já para prazos mais longos, a orientação é investir nos títulos indexados à inflação. O Tesouro IPCA+, por exemplo, é uma boa alternativa para garantir um rendimento real, ou seja, descontada a inflação do período da aplicação. Hoje, esses títulos têm um juro real acima de 7%. Para os títulos com vencimento em 2035, chega a 7,56% (consulta em 3 de fevereiro de 2025).
Em relação aos títulos pré-fixados, a recomendação é ter cautela. Isso porque, em ciclos de alta de juros, os títulos que serão vendidos após uma nova alta oferecerão taxas maiores do que as vendidas anteriormente.
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3 – LCI e LCA
As letras de crédito imobiliário (LCIs) e as letras de crédito do agronegócio (LCAs) são títulos de crédito emitidos por instituições financeiras para financiar atividades do setor imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA).
Para o investidor, esses ativos são semelhantes a um CDB. A diferença principal é que são isentos de Imposto de Renda e têm um prazo mínimo de carência, sem possibilidade de resgate.
Por que investir em LCI e LCA agora?
Com a taxa Selic em patamares altos, como o atual, é sempre interessante considerar investimentos em renda fixa. E, para diversificar a carteira, LCIs e LCAs são atualmente ótimas opções, de acordo com os analistas.
Uma das grandes vantagens de se investir em letras de crédito é que os títulos são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas. Além disso, não há taxas administrativas, tornando-se uma boa opção para quem procura redução de gastos. Assim, esses investimentos, que num primeiro momento parecem ter menor rentabilidade, ficam mais vantajosos em alguns cenários.
Tenha mais detalhes sobre a rentabilidade de LCI, LCA, CDB e outras modalidades na calculadora da Inteligência Financeira. Confira ainda como escolher uma LCI ou LCA para investir hoje.
Qual é a sua carteira ideal para 2025?
Mas nem só de renda fixa é composta uma carteira de investimentos ideal para 2025. De acordo com a pesquisa exclusiva Onde Investir 2025 elaborada pela Inteligência Financeira, as opções dos gestores consultados mesclam a garantia da renda fixa associada ao risco (com possibilidade de maior retorno) de ações.
No exterior, a preferência dos gestores é pelos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (T-bonds) até 10 anos e também por ações, via índice S&P 500, que reúne as 500 maiores empresas do mundo listadas na NYSE e Nasdaq, principais bolsas de valores dos Estados Unidos.
Abaixo, confira o que deve ter em uma carteira ideal de investimentos para 2025, segundo os gestores (sem proporção – % de alocação):
- CDI (CDB, debêntures, Letras de Crédito, etc) e ações defensivas (bancos e seguradoras, por exemplo);
- Renda fixa pós-fixada, com uma parcela em Tesouro IPCA+, títulos do Tesouro dos EUA (duration 2-3 anos), ações nos EUA com S&P500 e ouro;
- Renda fixa incentivada CDI e ações nos EUA com S&P500;
- Tesouro IPCA +, ações nos EUA com S&P500 e títulos do Tesouro dos EUA (T-bond 10 anos).
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