Grandes investidores estão mais otimistas com ações brasileiras; confira as preferidas agora

Levantamento do Itaú BBA com mais de 100 gestores mostrou melhora em relação a outubro

Empresas citadas na reportagem:

A perspectiva dos gestores de recursos para as ações brasileiras melhorou no começo de 2025, embora ainda persistam preocupações em relação ao quadro fiscal do País.

É o que aponta a mais recente pesquisa trimestral do Itaú BBA com investidores domésticos e internacionais.

A rodada de entrevistas indicou melhora do ânimo dos 114 entrevistados em relação à consulta anterior, de outubro.

Segundo o levantamento, os agentes se mostram mais dispostos a aumentar a exposição a ações na B3, especialmente no setor de serviços públicos.

Enquanto isso, o setor bancário perdeu um pouco do apelo. Por outro lado, os segmentos de educação e de consumo devem ficar de lado na preferência dos gestores.

Especificamente, os papéis vistos com maior otimismo são Sabesp (SBSP3), Equatorial (EQTL3), Itaú (ITUB4), Eletrobras (ELET3) e Suzano (SUZB3).

Esse movimento coincide com a recente recuperação do Ibovespa. Em 2025 até esta quarta-feira, o índice teve alta de 3,3%, após queda de 10,4% em 2024.

Assim, confira abaixo um resumo das principais revelações do levantamento.

Investidores estão mais otimistas com ações brasileiras para 2025

1) Cerca de 40% dos entrevistados têm uma visão positiva para ações brasileiras nos próximos seis meses. Os neutros diminuíram de 45% para 43,9%. Os pessimistas agora são 15,8%, de 17%.

2) Fiscal continuará no foco. Quase dois terços dos respondentes avaliam que o nível de gastos públicos seguirá próximo dos níveis atuais nos próximos 18 meses, enquanto 31,6% deles acham que o déficit vai subir.

3) Por setores, o de serviços públicos ganhou interesse, enquanto os bancos perderam brilho. Varejo e educação são os segmentos menos desejados.

4) Política e inflação doméstica, além das tarifas dos Estados Unidos agora, são os assuntos que os gestores consideram os mais importantes para guiarem o comportamento das ações, enquanto as taxas de juros internacionais e os lucros das empresas perderam força. A pesquisa também detectou a expectativa de o Brasil receber maiores fluxos de investidores estrangeiros.

5) Juros dos EUA já não devem cair como se esperava. Na verdade, mais da metade dos entrevistados avaliam que a taxa básica naquele país deve fechar 2025 no atual patamar de 4,25% a 4,5% ao ano. Mesmo assim, 37% deles ainda acham o cenário positivo para ações americanas, enquanto 47% têm uma visão neutra.

6) Cresceu, de 31% para 38%, a disposição dos investidores de ampliar a exposição do portfólio a ações brasileiras.

7) O risco de queda do lucro das empresas da B3 é baixo.

8), Sabesp (SBSP3), Equatorial (EQTL3) e Eletrobras (ELET3) são as preferidas dos investidores para 2025, seguidas por Suzano (SUZB3) e Itaú Unibanco (ITUB4).

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