Goldman Sachs e UBS iniciam cobertura de Nubank com recomendação de compra; ações sobem 6%

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Goldman Sachs destacou o Nubank como a maior plataforma de banco digital fora da Ásia
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UBS ressaltou a combinação de alta base de clientes com tecnologia proprietária e cultura voltada ao cliente
Os bancos Goldman Sachs e UBS iniciaram cobertura para as ações da Nu Holdings, controladora do Nubank, e ambos recomendam compra para os papéis listados na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse).
Em relatório, os analistas Michael Ng, Tito Labarta, Tiago Binsfeld e Katherine Campagna, do Goldman Sachs, escrevem que o Nubank é a maior plataforma de banco digital fora da Ásia com seus mais de 48 milhões de clientes e está bem posicionado para aumentar penetração em mercados extremamente rentáveis da América Latina como Brasil, México e Colômbia. No final da tarde desta segunda-feira, as ações do Nubank subiam 6%, a US$ 9,30.
E “Com 35 milhões de clientes ativos gerando receita mensalmente, a empresa já apresenta altos níveis de monetização”, argumenta a equipe de análise. Para eles, a plataforma de tecnologia proprietária e o espaço para crescer em market share devem levar o banco a registrar um desempenho contracíclico apesar do ano desafiador para o Brasil em termos de macroeconomia.
O Goldman Sachs entende que conforme a fintech aumenta sua carteira de crédito em serviços de alta lucratividade tais quais cartões de crédito e empréstimos pessoais, a lucratividade deve crescer significativamente no começo de 2023.
De acordo com os analistas, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) do Nubank deve atingir 39% em 2025.
A recomendação do Goldman Sachs para as ações NU é de compra com preço-alvo de US$ 15,00 em 12 meses. Considerando a cotação dos papéis às 17h28 (horário de Brasília) desta segunda-feira (3), de US$ 9,30, a valorização esperada para ser atingido o preço-alvo é de 62%.
Já os analistas Thiago Batista, Olavo Arthuzo e Rayna Kumar, do UBS, escrevem que, apesar dos riscos regulatórios e de execução à frente, a combinação de alta base de clientes com tecnologia proprietária e cultura voltada ao cliente gera vantagens competitivas para a fintech brasileira.
“Prevemos uma base de clientes de cerca de 100 milhões para Nu em 2026 (cerca de 80 milhões no Brasil, 15 milhões no México e 6 milhões na Colômbia). Assumimos uma penetração de cerca de 15% dos adultos no México e Colômbia, e cerca de 45% no Brasil”, projeta o UBS.
A equipe do banco também ressalta que a receita mensal média por cliente ativo do Nubank é US$ 4 e deve aumentar até US$ 16 em 2026, ante US$ 30 dos bancos tradicionais.
Esse avanço decorreria de três fatores. O primeiro é a maturação da base de clientes. Já o segundo tem a ver com a implementação de novos produtos como empréstimos para pequenas e médias empresas (PMEs) e negócios de adquirência. Por fim, o terceiro motivo é a expansão dos segmentos de cartões de crédito, empréstimos pessoais, seguros e investimentos.
A recomendação do UBS para as ações NU é de compra com preço-alvo estimado em US$ 12,50 em 12 meses. Isso equivale a uma valorização de 27,42% em relação ao patamar atual de negociação dos papéis.
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